quinta-feira, 3 de abril de 2014

Teseu e Ariadne
                                   
                           “Oh, Ariadne, tu mesma és o labirinto,
                                                                     de ti jamais se consegue sair”.
                                                                                                     Nietzsche

Sob uma sombra em Cnossos
Curva-se um corpo, cai ao solo
Súbita, a treva e o barulho dos ossos
Mas Ariadne enrosca um novelo.

Trava, trama do tempo, tomba
Sobre a poeira do chão a sombra
Que um fio acende  e conduz
Vivo  herói ao encontro da luz.

Livre Teseu na ilha de Creta
Olhar como o mar, infinito;
Que finda no ar e do azul inventa

O outro fio que atrela o muito
Se amar ao amor faminto:
Infinitamente atado ao labirinto.


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